Padrão de beleza e redes sociais

Padrão de beleza e redes sociais: entenda o quanto isto impacta sua autoestima

Os padrões tanto podem manter uma sociedade em ordem quanto desordená-la ao criar situações explícitas de desigualdade e intolerância às diferenças. Começa pela própria aplicação ou não dos direitos básicos e, dentro desses, outros “subpadrões”: escola padrão, aluno padrão, profissional padrão, até chegar à beleza, que pode envolver intervenções importantes não só no corpo, mas também na mente humana.

Continue lendo para saber mais. 

 

Padrão de beleza e redes sociais: entenda o quanto isto impacta sua autoestima

 

Os padrões tanto podem manter uma sociedade em ordem quanto desordená-la ao criar situações explícitas de desigualdade e intolerância às diferenças. Começa pela própria aplicação ou não dos direitos básicos e, dentro desses, outros “subpadrões”: escola padrão, aluno padrão, profissional padrão, até chegar à beleza, que pode envolver intervenções importantes não só no corpo, mas também na mente humana. A busca pela estética perfeita se tornou caso de divã. E pior: as exigências mudam de tempos em tempos, de acordo com a “moda”, que, na cabeça de algumas pessoas, extrapola a vestimenta e começa a ditar formato de rosto, de nariz, de boca, do canto dos olhos, da silhueta e até do umbigo, e alguns seres humanos se veem reféns de uma ditadura que lhes rouba não só 24 horas do dia, mas também a saúde mental.

A insatisfação corpórea e seus malefícios são abordados em dissertações e teses de universidades brasileiras com mais intensidade a partir dos anos 2000, quando foram observados casos de dismorfia corporal em academias esportivas e escolas, porém o que chama a atenção na atualidade é o avanço do número de casos de transtorno dismórfico corporal (TDC), principalmente motivados pela avalanche de imagens de corpos e rostos perfeitos veiculadas nas redes sociais. O perigo é que, principalmente entre mulheres, adolescentes e jovens, os internautas passam a adotar as imagens produzidas, tratadas e manipuladas como meta para sua própria apresentação estética.

De acordo com pesquisadores e especialistas, o transtorno se agrava quando a pessoa passa a distorcer sua própria imagem diante do espelho e ao contemplar o resultado de fotos e vídeos em que aparece. Diante disso, a psicologia, ao lado de outras áreas de conhecimento, tem se empenhado em acolher pacientes com TDC e mostrar que, na verdade, o que se contempla com admiração por meio das telas pode não ser uma imagem real. 

Além de ajudar o paciente a recuperar a autoestima e impedir que a busca pela estética ideal se desenvolva para um quadro de depressão, os psicólogos também trabalham com a prevenção, propondo debates sobre o tema por meio de publicações nas quais enfatizam a importância de aceitar a singularidade e buscar tratamento. 

A primeira razão para romper com padrões de beleza impostos pela mídia é entender que o corpo exige e merece respeito, e só você pode fazer isso por ele. É importante compreender que ele tem limites e tudo o que é feito em demasia pode ter efeito contrário, inclusive para a mente. Enquanto não for possível olhar para as redes com mais criticidade, o ideal é selecionar os conteúdos disponíveis nas mídias e, principalmente, se afastar daqueles que prometem vender a estética ideal, até porque ela não existe. O que existe é um ser humano que precisa olhar para si com menos piedade, mais admiração e consciente de que é único no mundo.


Leia Também: “Dor cervical e dor lombar: como tratar?”

Não esqueça de nos seguir no instagram para receber mais conteúdos como esse! @be4yousaude

Olá!
Seja atendido pelo WhatsApp!