autismo

O que é e como identificar um autismo?

O que é e como identificar um autismo?

Nesta matéria, vamos explicar o que é autismo, como identificar e ressaltar com quais profissionais, em nossa clínica multidisciplinar, você pode se aprofundar mais sobre esse assunto: o psiquiatra Dr. Eduardo Ursulino, a neuropsicóloga Ana Beatriz e a neurologista Dr.ª Carla de Jiácomo.

 

O que é o autismo?

autismoPrimeiramente, vamos lhe explicar o que significa o autismo.

Ele consiste em um transtorno do neurodesenvolvimento e em 2013, no lançamento da quinta edição do Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais, o autismo recebeu uma nova nomenclatura: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Além disso, outro nome para o autismo é Desordens do Espectro Autista (DEA, ou ASD, em inglês). A denominação de espectro (spectrum) se dá em virtude do fato de envolver situações muito distintas umas das outras, numa gradação que vai das mais leves às mais graves. O grau de intensidade está relacionado com as dificuldades de comunicação e relacionamento social.

 

Mas, afinal, em que consiste o autismo?

Desse modo, ele nada mais é do que uma condição de saúde que acarreta déficit na comunicação social (socialização e comunicação verbal e não verbal) e comportamento (interesse restrito e movimentos repetitivos), tendo vários tipos de características.

 

Causas do autismo

Acima de tudo, as causas do autismo são majoritariamente genéticas. De acordo com uma pesquisa científica realizada em 2019, fatores genéticos são os mais prevalecem na determinação das causas (estimados entre 97% e 99%, sendo 81% hereditário), além de fatores ambientais (de 1% a 3%), como, por exemplo, a idade paterna avançada ou o uso de ácido valproico na gestação. No entanto, compreender claramente o cérebro dessas pessoas ainda é um mistério para ciência.

Sobretudo, atualmente, (março de 2021), há 1.003 genes já mapeados e que estão sendo estudados como possíveis fatores de risco para o transtorno — sendo 102 genes os principais.

 

Incidência do autismo

Hoje em dia, estudos concluem que uma em cada cem crianças (algumas pesquisas indicam que o transtorno é ainda mais frequente) pode ser diagnosticada com algum grau do espectro, que afeta mais os meninos do que as meninas.

De modo geral, o transtorno se instala nos três primeiros anos de vida, quando os neurônios que coordenam a comunicação e os relacionamentos sociais deixam de formar as conexões necessárias.

 

Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Sob o mesmo ponto de vista, vale salientar ainda que, em 2007, a ONU (Organização das Nações Unidas) determinou todo 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a fim de chamar a atenção da sociedade em torno do tema.

Assim sendo, como as pessoas mais acometidas pelo Transtorno do Espectro do Autismo são homens (4 homens para cada mulher com TEA), os cartões-postais dessa campanha, em todo o mundo, correspondem à cor azul.

Ademais, o símbolo do autismo é o quebra-cabeça. Em 1963, a National Autistic Society criou o símbolo, no Reino Unido, fazendo referência à sua diversidade e à sua complexidade.

 

Dados sobre o autismo no Brasil e no mundo

À primeira vista, esse tema gera inúmeras dúvidas e curiosidades, não é mesmo?

Portanto, vamos trazer as mais relevantes informações, em âmbito nacional e global. Fique por dentro:

  • O termo “Transtorno do Espectro do Autismo” passou a ser utilizado a partir de 2013, com a nova versão do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, publicação oficial da Associação Americana de Psiquiatria;
  • Por volta de um terço dos indivíduos com autismo permanecem não-verbais, isto é, não desenvolvem a fala;
  • No Brasil, há a “Lei Berenice Piana” — Lei 12.764, de 2012, que rege a Política Nacional de Proteção dos Direitos da
  • Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo, regulamentada pelo Decreto 8.368, de 2014. Ela assegura os direitos dos autistas e os equipara às pessoas com deficiência;
  • A ONU, aliada à Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que em torno de 1% da população mundial esteja dentro do espectro do autismo, sendo que a maioria não possui diagnóstico ainda;
  • De acordo com a OMS, o Brasil pode ter mais de 2 milhões de autistas.

 

Como identificar o autismo

Sendo assim, é possível identificar a presença do TEA em bebês, na fase escolar e até mesmo na fase adulta. Entenda:

  • Bebê autista: durante a amamentação, pode não fixar os olhos na mãe e ignorar, por completo, as tentativas de troca de afeto. Geralmente, bebês (sem autismo) com idade entre 3 a 24 meses costumam recusar o colo de estranhos. Porém, o bebê autista costuma não se importar com as diferentes ofertas de colo. Ele se sente igualmente confortável, é indiferente ao distanciamento dos pais e aceita facilmente o colo de pessoas estranhas;
  • Na idade escolar: geralmente, as crianças com autismo costumam balançar o tronco e a cabeça para frente e para trás, têm dificuldades com a linguagem verbal e com a socialização, apresentam comportamento repetitivo, surdez aparente, foco em determinados objetos e a realização constante de movimentos pendulares estereotipados.
  • Na fase adulta: a diferença está na maturidade e na autonomia em relação ao padrão comportamental, que favorecem o controle dos sintomas.
    Vale destacar que a tríade — dificuldade de interação social, de comunicação oral ou corporal e padrões de comportamento repetitivo — são os marcadores dessa síndrome em qualquer idade.

 

Tipos de autismo

A partir disso, em conformidade com o quadro clínico, o TEA apresenta alguns níveis de sintomas e ele pode ser classificado em:

  1. Autismo clássico: de maneira geral, os indivíduos são voltados para si mesmos, não estabelecem contato visual com as pessoas nem com o ambiente, eles conseguem falar, mas dificilmente usam a fala como ferramenta de comunicação. Embora possam entender enunciados simples, têm dificuldade de compreensão e apreendem apenas o sentido literal das palavras. Com isso, eles não compreendem metáforas nem o duplo sentido.
    Nas formas mais graves, demonstram ausência completa de qualquer contato interpessoal. Costumam ser crianças isoladas, que não aprendem a falar, não olham para as outras pessoas nos olhos nem retribuem sorrisos, repetem movimentos estereotipados, sem muito significado ou ficam girando ao redor de si mesmas e apresentam deficiência mental significativa;
  2. Autismo de alto desempenho (também chamado de Síndrome de Asperger): os portadores apresentam dificuldades similares com as de outros autistas, mas numa medida bem reduzida. São crianças verbais e inteligentes. Tão inteligentes que chegam a ser confundidos com gênios, porque são imbatíveis nas áreas do conhecimento em que se especializam.
    Se a dificuldade de interação social for cada vez menor, isso significa que eles poderão, com maior probabilidade, levar vida próxima à normal;
  3. Distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação (DGD-SOE): esses indivíduos são considerados dentro do espectro do autismo (dificuldade de comunicação e de interação social), mas os sintomas não são suficientes para incluí-los em nenhuma das categorias específicas do transtorno, o que torna o diagnóstico muito mais difícil.

 

Características mais marcantes

Logo, em todas as etapas da vida, o indivíduo acometido por autismo possui características marcantes e que auxiliam no diagnóstico e, respectivamente, facilitam o direcionamento da intervenção terapêutica.

Essas características principais são:

  • Maior sensibilidade dos sentidos: visão, audição, tato e paladar excessivamente sensíveis;
  • Crises excessivas de raiva, acompanhada ou não de agressividade;
  • Ausência de contato visual, de gestos corporais ou de sorrisos;
  • Hiperatividade ou isolamento social;
  • Risos e gargalhadas fora de hora, como, por exemplo, durante um velório ou durante um casamento;
  • Não gostar de carinho ou afeto e por isso não se deixa abraçar ou beijar;
  • Repetição de movimentos corporais, sons e palavras;
  • Brincar sempre com os mesmos brinquedos;
  • Baixa capacidade de concentração ou de atenção;
  • Foco em um único assunto ou uma única atividade;
  • Não participa de jogos interativos;
  • Não aceita mudanças na rotina;
  • Dificuldade em fazer amigos;
  • Demonstra falta de empatia;
  • Apego anormal aos objetos.

 

Tratamento do autismo

Em suma, ainda não foi encontrada a cura definitiva para o Transtorno do Espectro do Autismo. Do mesmo modo, não existe um padrão de tratamento a se aplicar em todos os portadores desse distúrbio.

Assim sendo, cada paciente requer um tipo de acompanhamento específico e individualizado. Certamente, é fundamental a participação dos pais, dos familiares e de uma equipe profissional capacitada, com a finalidade de obter a reabilitação integral do paciente. Ressalta-se que especialistas indicam o uso de medicamentos somente quando surgem complicações e comorbidades.

Com toda a certeza, o papel da família deve ser de fornecer extremo apoio e amor, tendo como base informações corretas. Uma dica para tal é a AMA (Associação dos Amigos dos Autistas), que é uma entidade sem fins lucrativos que presta importantes serviços há mais de 30 anos.

 

Recomendações para a família lidar com o autismo

  • É de suma importância encontrar um meio ou uma técnica de estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;
  • Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam. Portanto, é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;
  • Embora haja escolares regulares com maior inclusão de alunos com deficiência, incluindo o autismo, as limitações que o transtorno provoca devem ser respeitadas. Com isso, há casos em que o melhor a ser feito é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado.

 

Profissionais na BE4YOU especializados no assunto

Finalmente agora, vamos trazer os nossos especialistas nesse assunto e que você pode buscar orientações.

Por fim, como somos uma clínica multidisciplinar, é claro que teríamos grandes profissionais renomados em suas especialidades e que seriam o alicerce para a melhora da qualidade de vida de inúmeros pacientes.

Assim sendo, temos aqui:

  1. Ana Beatriz Montassier – neuropsicóloga aplicada à Neurologia Infantil, psicóloga clínica e hospitalar e mestre em Fonoaudiologia na área de Processos e Distúrbios da Linguagem;
  2. Dr.ª Carla de Jiácomo Machado Gazola – neurologista e neurocirurgiã;
  3. Dr. Eduardo Ursolino – psiquiatra.

Agende agora mesmo a sua consulta clicando aqui.

Em caso de dúvidas, contate-nos via telefone: (14) 99824-0888 / (14) 99600-4119 ou e-mail: [email protected]

 

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Ana Beatriz Montassier

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Dra. Carla de Jiácomo Machado Gazola

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